Título Original : Anna Karenina
Ano: 2012
Direção: Joe Wright
Fuçando em uma
prateleira da biblioteca encontrei esse clássico russo escrito por Liev Tolstói
e como já sabia que o filme estava por vir, resolvi ler. É uma obra grandiosa
(quase uma Bíblia) e completa, um dos melhores volumes que já tive o prazer de ter
nas mãos. Para os que gostam de se aventurar no mundo das palavras, aconselho e
muito que antes que corram com a pipoca e o DVD para a sala de estar, leiam o
livro de Anna Karenina.
Literatura à
parte, vamos ao objeto direto desse texto. Como sempre, a direção de Joe Wright
é belíssima com uma fotografia marcante e consistente como se pode constatar em
seus trabalhos anteriores como Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito,
sendo estes os mais notórios de sua carreira. O diretor tem o dom de tocar no
emocional dos espectadores, quem assistiu ao primeiro citado sabe bem do que
estou falando e com Anna Karenina não foi diferente. Wright fez um trabalho
muito original e fiel ao livro, conseguiu captar alguns dos momentos mais
importantes e decisivos apesar de terem faltado alguns que também seriam
cruciais, porém não se pode julgar pois para se realizar um filme
completíssimo, este teria de ter pelo menos 4 horas (sem exagero!).
Um ponto que
chamou muito a atenção e contribuiu em grande escala para a parte interessante
do filme, são as cenas que algumas vezes são passadas no palco de um teatro com
direito a mudanças instantâneas e elenco e cenário. Foi uma jogada muito
dinâmica e até divertida.
Quanto aos
atores. Quando se pensa em filmes do Joe Wright uma atriz em especial vem em
mente: Keira Knightley. Nos rumores iniciais sobre a história ser adaptada para
o cinema novamente e que a direção cairia nas mãos deste diretor brilhante não
havia quase nenhuma dúvida de quem seria a intérprete da heroína (?) da
história. Sem problemas, Keira é uma atriz intensa e forte que soube muito bem
ter a essência dual de Anna, a escolha foi perfeita e o papel de mulher independente
caiu como uma luva para essa britânica. Outro que fez muito bem como sempre seu
personagem foi Jude Law no lugar do marido enganado de Anna. Há também outro queridinho de Wright, Matthew MacFadyen que em Orgulho e Preconceiro era par de romântico da personagem de Keira e em Anna Karenina interpreta o irmão dele Oblonsky, irônico não? Porém, com muita
dor coração digo que um que não me convenceu em nada foi Aaron Taylor Johnson como
Vronski. Um personagem tão importante, tão forte para a trama não pôde superar
nenhuma expectativa em questões de atuação, pelo ao contrário, é um pouco forçada
e não natural e isso percebe-se logo ao ver o trailer. Outro ponto negativo
para ele talvez seja porque muitos não tiraram a imagem de John Lennon que
possuem do ator desde que assistiram Garoto de Liverpool e agora imaginem, não
seria nada interessante inserir o ilustre Beatle em uma trama extra-conjugal na
Rússia czarista.
O longa também
o Oscar de melhor trilha sonora, melhor design de produção e melhor figurino,
vencendo este último. Muito bem merecido por sinal pois as confecções são
impecáveis e originais remetendo totalmente ao século XIX. Entretanto uma pena
não ter sido indicado melhor filme.
No mais, é um
filme que eu indico sem sombra de dúvidas para os que curtem um drama choroso,
porém bonito aos olhos.

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